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A Casa de Portugal de Campinas

Conheça a nossa historia e participe.

Como Surgiu?

“Por incrível que possa ser, o criador da Casa de Portugal de Campinas não foi um português, mas um jornalista cujos laços com a comunidade o fizeram idealizar este ponto de encontro, para que os portugueses se sentissem um pouco mais perto de sua terra natal. Luso Ventura estabeleceu então em 1958 o ponto de partida reunindo vários portugueses para adquirir um velho casarão à Rua Ferreira Penteado. Em 1970, deu-se início à grandiosa obra. De tijolo em tijolo, o Palácio Luso Brasileiro começou a surgir com muita sobriedade, impondo toda a sua história diante deste povo irmão que chorava Portugal.

Ali, nos encontros, o saudosismo era evidenciado nos fados, no vinho do Porto e nos famosos pratos típicos portugueses. O Fado, hino obrigatório do folclore português era tocado insistentemente atendendo aos apelos saudosistas ou aos alegres temas de danças. Num tablado no fundo do quintal, iniciou-se propriamente a construção da nova sede, com constantes reuniões de brasileiros e portugueses e com constantes festas no casarão.
Hoje, a Casa de Portugal representa para Campinas uma realidade e também uma forma de ensinar o povo a amar e sentir saudades da terra onde nasceu.” Texto de Mario Luís Serra, edição nº 21 (Março de 2001) do jornal Navegar


Casa de Portugal - Biografia

Biografia

Luso da Rocha Ventura nasceu na cidade de Amparo-SP a 18 de Janeiro de 1913.

Como jornalista, ao longo de sua vida de trabalho intenso e cotidiano escreveu cerca de 5000 artigos, sobre os mais variados temas, já que era dono de cultura polimorfa.

O que mais impressinava em Luso Ventura, como Diretor de Redação (Diário do Povo - Correio Popular), era o aprumo de caráter. Para ele a profissão estava acima de tudo.

A criação da Faculdade de Medicina de Campinas, se deve inteiramente ao seu trabalho na imprensa da cidade.
Também a criação do Aeroporto Internacional de Viracopos foi trabalho dele nos jornais de Campinas.

Fundou em Campinas a Academia de Letras e Artes, da qual era presidente. Foi, também, presidente da Associação Campineira de Imprensa.

Enquanto viveu esteve presente em todos os momentos culturais, políticos e sociais de Campinas.

Faleceu em Campinas, no dia 12 de outubro de 1975.
O artigo " Onde estão os Portugueses?" de Luso Ventura, publicado no Correio Popular dia 06 de abril de 1957, deu origem ao movimento que fundou a Casa de Portugal de Campinas a 28 de março de 1958.
Trechos do artigo:

"Onde estão os Portugueses?
Não é indiscreta a pergunta. Quando perguntamos onde estão os portugueses, sabemos, efetivamente, que no Brasil, estão eles em toda a parte, particularmente no coração dos brasileiros. Mas a pergunta tem outro sentido: por que não estão os portugueses de Campinas arregimentados sob uma mesma bandeira que seria, por exemplo, a de uma Casa de Portugal?
Desde a infância, sob o teto de minha família, aprendi a amar e respeitar Portugal - terra de meu pai e de meus avós. Os primeiros jornais que li falavam-me de perto à sensibilidade sobre coisas e homens da velha terra lusa... Livros de Portugal, li-os todos retirados das estantes paterna...
O tempo rolou e depois, privando da amizade de Martins Fontes, meu Mestre e meu Amigo, com ele aprendi a venerar o velho Portugal de que me falava com lágrimas nos olhos...
Portugal é uma palavra que se fala com a boca em forma de beijo, é ternura, é alma, é oração. Encanta-nos a evocação da Póvoa, terra de Eça; deslumbra-nos a lembrança das areias morenas de Nazaré, e o Estoril é sempre um ninho para os grandes de Espanha e França...
Com a alma carregada de tantas reservas doces e amoráveis no que respeita ao tronco racial de onde procedemos, é natural que pensemos em nuclear os portugueses de Campinas sob um mesmo teto de fraternidade. Não compreendemos a dispersão de uma colônia de tão profundas raízes de patriotismo- esse patriotismo que a fez levar aos quatro cantos do mundo, como obra de fé e solidariedade humana, os alicerces das casas de beneficência , lidimas invenções da nunca desmentida generosidade portuguesa. Torna-se imperativo que os lusos se reúnam, em Campinas , numa sociedade que nos dê, permanentemente, um retrato daquele Portugal que não adormece na nossa saudade, pois nela palpita, e vibra, e sonha, e até nela se eterniza pelos milagres do mais entranhado afeto."

DIRETORIA EXECUTIVA DA CASA DE PORTUGAL DE CAMPINAS 2017 / 2019

Nome Função
JOSÉ DOS SANTOS ANTÔNIO Presidente
PEDRO PINTO PEIXOTO Vice Presidente
GASPAR LOPES BAPTISTA 1° Secretário
ANTONIO AUGUSTO MENDES DE OLIVEIRA 2° Secretário
VAGNER MIRANDA VIEIRA 1° Tesoureiro
ACÁCIO SANTIAGO GALA 2° Tesoureiro
ADELINO DA PONTE Diretor de Patrimônio e Manutenção
HENRIQUETA DA CONCEIÇÃO CARVALHO COELHO Diretor Social e Eventos
MARIA JOSÉ GRAÇA CASTRO MARCOS Diretor de Cultura e Relações Públicas
NEIDE DE CARLOS BORDAO Diretor do Departamento Feminino
ANA CRISTINA DA SILVA CALVINHO ELIAS Diretor Juridico
LILIAN REGINA MARQUES VIEIRA Diretor de Informática
PEDRO PINTO PEIXOTO Diretor do Rancho Folclórico
ANTONIO AUGUSTO DE OLIVEIRA Diretor do Clube de Campo
JOÃO BATISTA MEIRA Presidente Conselho Deliberativo
MAURO BORDON Presidente Conselho Fiscal